16/06/2026
Há
um problema que afeta uma grande parte das casas portuguesas e que poucas
pessoas associam à verdadeira causa, o isolamento térmico. Janelas antigas,
paredes sem qualquer barreira térmica e coberturas mal protegidas fazem com que
muitas casas se transformem em fornos no verão e em frigoríficos no inverno. E
o que parece apenas uma questão de conforto tem, na verdade, um impacto direto
no valor de um imóvel.
Por onde se perde o calor de uma casa?
A
maior parte das perdas de calor de uma habitação não acontece de forma
aleatória, segue padrões bem identificados. As janelas e portas são
responsáveis por uma parte significativa dessas perdas, mas são as paredes e,
sobretudo, a cobertura que mais contribuem para o problema, podendo
representar, em conjunto, mais de três quartos da energia perdida numa casa mal
isolada.
É
por isso que, antes de qualquer intervenção, vale a pena perceber qual é o
ponto mais crítico de cada imóvel. Reforçar o isolamento da cobertura tende a
ser a intervenção com maior impacto, seguida das paredes exteriores, e só
depois das janelas e portas.
Que soluções existem
Existem
hoje soluções de isolamento bastante diferentes entre si, tanto em material
como em formato. Do lado dos materiais sintéticos, destacam-se as espumas e as
fibras de vidro, opções acessíveis e versáteis. Do lado dos materiais naturais,
a cortiça, o coco e outras fibras vegetais oferecem um desempenho interessante,
com a vantagem adicional de serem soluções mais sustentáveis.
Em
termos de formato, é possível optar por painéis rígidos, mantas e rolos,
materiais granulados ou espumas injetáveis diretamente nas paredes, dependendo
da estrutura existente e do tipo de intervenção que se pretende fazer.
A ligação direta com o certificado energético
O isolamento térmico de uma casa influencia diretamente a
sua classe energética. Uma casa mal isolada tende a ter uma classificação mais
baixa, o que se reflete tanto no consumo de energia como na perceção de valor
por parte de quem procura comprar ou arrendar.
Em 2026, os compradores informados já consultam a classe
energética antes mesmo de marcar uma visita. Uma boa classificação não é apenas
um detalhe burocrático, é um argumento de venda.
O impacto no preço e nos benefícios fiscais
Investir em isolamento térmico tem reflexos que vão além
do conforto diário. Uma melhor classe energética pode facilitar o acesso a
benefícios fiscais associados ao IMI e ao IMT, além de tornar o imóvel mais
competitivo face a outros no mesmo mercado.
Mais importante ainda, um imóvel com bom isolamento tende
a vender-se mais rapidamente e a um preço mais próximo do pretendido, porque
elimina uma das principais objeções que surgem durante as visitas.
Vale a pena, antes de vender
Para quem está a pensar vender ou arrendar um imóvel nos
próximos meses, perceber se vale a pena investir em isolamento térmico antes de
colocar a casa no mercado pode ser decisivo. Nem sempre é necessária uma
intervenção completa, em muitos casos, pequenas melhorias direcionadas aos
pontos mais críticos já fazem diferença na forma como o imóvel é percecionado.
A E'60 ajuda a avaliar o que realmente vale a pena
melhorar antes de avançar para a venda ou o arrendamento de um imóvel.