O mercado imobiliário português está a mudar de ritmo

16/06/2026

Depois de dois anos a bater máximos históricos, o mercado imobiliário português entra em 2026 numa fase diferente. Os especialistas já não falam de subidas explosivas, mas de estabilização, de decisões mais ponderadas e de um mercado que finalmente começa a maturar. Para quem está a pensar comprar, vender ou investir, entender este novo ritmo é o primeiro passo para decidir bem.


O que mostram os números

Os dados mais recentes confirmam que a subida ainda não parou de todo. Em abril de 2026, o preço da habitação em Portugal cresceu 10,8 por cento em termos homólogos, atingindo um novo máximo histórico. Mas a forma como esse crescimento se distribui pelo país é o que realmente importa.

No Porto, o preço médio chegou aos 4.060 euros por metro quadrado em fevereiro, um valor que poucos compradores conseguem suportar sem grandes compromissos financeiros. Em Lisboa, a subida foi ainda mais expressiva, com o metro quadrado a aproximar-se dos 6.100 euros em abril. Nas zonas costeiras a norte, como Espinho, o cenário é bastante diferente, com o preço médio a rondar os 2.578 euros por metro quadrado, ainda muito abaixo das grandes cidades, apesar da valorização contínua.

Esta distância de preços não é um detalhe menor. É a diferença entre conseguir comprar perto do mar ou ficar de fora do mercado nas zonas mais procuradas do país.


Por que nem todas as zonas reagem da mesma forma

O mercado imobiliário deixou de se mover como um bloco único. Zonas com qualidade de vida elevada, boa ligação às grandes cidades e oferta ainda limitada continuam a valorizar de forma consistente, mesmo com o abrandamento geral. Outras zonas, já com preços esgotados, começam a mostrar sinais de estagnação.

Isto significa que decidir bem já não passa por seguir a média nacional. Passa por entender o comportamento específico da zona onde se pretende comprar ou vender.


O papel da Euribor nesta nova fase

Outro fator que está a mudar o comportamento dos compradores é o crédito. Depois de dois anos de subidas e descidas constantes, a Euribor a 12 meses estabilizou perto dos 2,8 por cento em junho de 2026. Esta estabilidade traz mais previsibilidade às prestações de quem tem crédito com taxa variável, e ajuda quem está a planear comprar a fazer contas com mais segurança.


O que isto significa para quem está a decidir agora

Comprar ou vender num mercado mais maduro exige mais informação, não menos. Quem vende beneficia de perceber exatamente como está posicionado o seu imóvel face ao mercado local. Quem compra ganha ao identificar as zonas onde a relação entre preço e qualidade de vida ainda faz sentido.

É exatamente este tipo de leitura que a E'60 faz todos os dias, junto de quem procura comprar, vender ou investir em Espinho e Esmoriz. Conhecer o contexto certo faz toda a diferença numa decisão desta dimensão.